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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

A história de minha conversão a Cristo, o papel de um educador, e o nascimento de meu ministério de teatro.

"E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?” (Rm 10:13-14). Antes de começar meu testemunho, quero esclarecer que a foto ao lado é de uma de minhas apresentações da peça de teatro "turma da alegria", apresentei em diversos locais, mas esta foto foi tirada em um evento para crianças muito pobres, carentes de tudo mesmo, elas nem dormiram devido a ansiedade por assistir a peça...Vejam a alegria em levantar o saco de biscoito! Fui lá para dar amor e recebi muitas lições de vida. Não tem cache que se iguale ao amor que recebi naquele dia. Bem, vamos lá! vou lhes contar como aconteceu minha conversão e o quanto um professor pode ser canal de Deus para levar Cristo as crianças.
Aos doze anos, para minha surpresa, descobri meu talento para artes cênicas. Nesta idade, achava lindo as pessoas cantando, mas eu era como um ganso desafinado, nem minha mãe aguentava me ouvir...Só recebi talento de Deus para cantar, depois dos dezoito anos, nem queria mais (risos). Então, aos doze anos, fui me apaixonado pelo teatro. Era o inicio da minha adolescência, havia muitos conflitos no meu lar, minha família estava desviada do evangelho, não havia paz, não havia nada em minha casa que me fizesse querer Deus. Aos treze anos, eu era uma pequena adolescente complexada, magricela, tímida, com pensamentos suicidas. Para completar, tinha escoliose e usava um aparelho na coluna, nada discreto, e as crianças na Escola me chamavam de "robô cop." Como o Dr. Augusto Cury diz: "o suicida não quer matar a vida, quer matar a dor", era exatamente assim que me sentia, havia tantos pensamentos negativos e sombrios, tanta desesperança, queria tanto viver que em não conseguindo, por vezes, preferia morrer. Não tentei suicídio, mas pedia a Deus, em meio a lágrimas que tirasse minha vida. Bem, a Diretora da Escola, era espirita, muito humana, ela falou para os alunos que se zombassem de mim poderiam tirar nota "A" que receberiam nota "E" no boletim da escola, isso fez com que me deixassem em paz...Contudo, os conflitos interiores continuavam. Nosso professor da Escola pública, saudoso Josias, nos pediu que estudássemos o livro de gênesis, especialmente a história de José. Eu odiava igreja, detestava "crentes", mas após meu primeiro estudo da bíblia, percebi que aquele livro não era como os outros, era deveras especial. Então, certo dia em que estava muito revoltada, minha irmã estava lavando roupa no tanque, e disse: Deyse, você não era assim, porque você não lê a bíblia? Entrei no quarto, minha irmã havia deixado o rádio cantando uma música evangélica, então eu disse: Tudo bem, Deus! Se o Senhor realmente existe, fale comigo através da bíblia: Ali, encontrei tudo o que eu precisava ler naquele momento, em meio a lágrimas, em minha casa, entreguei meu coração ao Senhor Jesus. Aquele livro de José, foi o precursor de uma paixão que se estendeu de tal maneira que li a bíblia toda em minha casa, estudei-a minuciosamente, fazia anotações em um caderno, desenhos das passagens bíblicas. Procurei a Igreja Batista, perto de minha casa, e me matriculei na EBD, meses depois me batizei. Depois da minha conversão, minha vida mudou completamente, meu coração tinha paz, alegria, e eu havia descoberto uma razão para viver. Jesus era meu grande amigo, podia conversar com Ele, e fazia isso todos os dias. No mesmo ano da minha conversão, toda minha família, com exceção do meu pai, converteu-se e reconciliou-se com Cristo. Na escola, eu era muito impulsiva, queria que todas as crianças conhecessem meu novo amigo - JESUS DE NAZARÉ. Eu espalhei folhetos que eu mesmo digitava na máquina de escrever, que peguei emprestada com minha vizinha(era pobre e não tinha computador, naquela época), e depois eu desenhava o smilinguido e xerocava para dar para todas as outras crianças. Criei o MOJOC, movimento jovem cristão, assim nos reuníamos em uma sala para estudar o livro de apocalipse (era meu preferido), nunca vi outro adolescente que gostasse tanto deste livro (risos). Compartilhei na época com meu pastor, Paulo Roberto, que eu estava querendo fazer uma peça de teatro evangélica, ele então convocou algumas moças da igreja para me ajudar. Fizemos, então, a peça "mãos vazias" e "testemunhos", aquela diretora da Escola deixou que juntássemos as crianças das outras turmas no auditório para que assistissem as peças de teatro, logo após, o saudoso professor Josias deu uma breve palavra encerrando o evento (ele já faleceu). Depois, fiz peças na igreja, criei, para gloria de Deus, o "ministério de artes cênicas evangeliarte" (evangelizando através da arte). Comecei a escrever peças de teatro e a registra-las na biblioteca nacional...Foram várias peças encenadas nas igrejas do RJ, nas praças públicas, escolas, etc. Muitas, muitas, muitas vidas foram salvas para o Senhor Jesus Cristo. Deus me abençoou muito, passei na prova para uma excelente escola e demos continuidade ao MOJOC lá também, por meio da música, do teatro, evangelizávamos os adolescentes. Na faze adulta, aos 19 anos, fui trabalhar em São Paulo e adivinhem? Evangelizei lá também, por meio do teatro e da música arrombamos as portas do inferno! Fui muito perseguida em meu trabalho por falar de Cristo. Criei vários outros grupos de teatro no trabalho e em igrejas, apresentamos em vários locais em São Paulo. Levamos o evangelho em escolas, praças, e igrejas. Aos vinte e quatro anos havia me profissionalizado em artes cênicas, atuei em teatro secular e na TV, e levei Cristo para meus colegas artistas! Levo Cristo para onde for, no ônibus, nas ruas, neste blog...Quero que todos o conheçam! Há cinco anos estou de volta ao meu querido RJ, evangelizando novamente na Cidade Maravilhosa! Meu apelo aos professores é que, mesmo que vocês sofram perseguições, sejam missionários! Façam a diferença na vida das crianças! Aquele professor influenciou muito em minha conversão a Cristo. Uma única criança salva, assim como eu, pode fazer a diferença na vida de muitas outras. Nós ganhamos ovelhas e são elas que se multiplicam, ganhem ovelhinhas para o rebanho de Cristo e estas mesmas crianças vão ganhar outras para Cristo. Se não der para orar com todas crianças antes da aula, estimular a leitura bíblica, então sejam prudentes, peçam a Deus estratégias sábias para impactar de alguma outra forma os corações das crianças. Somos sal e luz, a luz não fala, mas ilumina, e o sal dá sabor as coisas, encontrando o seu sentido no servir. Ajudem as crianças em suas necessidades, sejam sensíveis para ouvi-las, sejam aquele colo que elas não tem em casa. Demonstrem o amor de Jesus e quando perguntarem: por que vocês são assim? Respondam: Porque Jesus me amou primeiro, Ele está me usando para amar você! Sejam alguém que elas queiram imitar quando crescer. Vocês, educadores, tem um papel muito importante: podem mudar o rumo de gerações futuras! Quanto aos demais irmãos, em suas diversas profissões, sejam missionários também! Falem de Jesus! Vivam Jesus Cristo! Ganhei muitas vidas para Cristo, simplesmente ajudando-as nas necessidades delas de comida, roupa, atitudes que demonstram o amor de Cristo. Amem a Cristo e peçam a Ele estratégias para que consigam compartilhar deste Deus vivo, maravilhoso, que pode mudar a história de muitas vidas, assim como fez na minha vida. Não sou melhor do que ninguém, sou só uma pecadora que é muito grata a Deus, se eu consigo compartilhar deste amor, você também pode! "E, respondendo ele, disse-lhes: Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão." (Lucas 19:40).