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sábado, 14 de janeiro de 2017

O CAMINHO DO SUCESSO

           Olá, amado(a)s! Tudo bem? Há quanto tempo não escrevo no blog, né!? Sentiram minha falta? Bem, peço perdão pela ausência, mas tive meses muito conturbados, mas que me ensinaram muita coisa, e espero voltar a escrever, por aqui, com mais frequência! E, também, espero que você voltem a me dar a honra de refletir comigo, compartilhando, complementando cada postagem, ok!? Então, vamos ao que interessa!? Aceitam meditar um pouquinho sobre esse tema!? Então, vamos lá e sejam bem vindos novamente! (risos)
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        Já pensou o quanto o sucesso é almejado e o quanto as pessoas fazem de tudo para tê-lo? Não vejo qualquer problema em querer ser bem sucedido, mas acredito que o conceito divulgado de sucesso é bem deturpado em relação ao que a Bíblia nos ensina.
        Muitos definem sucesso como ter dinheiro, ter fama, ter reconhecimento, ter status, ser casado(a), ser magra(o), ter filho(s), ter um emprego, ser belo(a)...Mas, se sucesso é isso, como pode ter tanta gente famosa, bonita, magra, bem empregada, reconhecida, com filhos, casada(o), cheia de dinheiro,  se suicidando?

      Por que será que vemos pessoas construindo grandes impérios e continuando a serem mendigos existenciais? O Dr. Augusto Cury, médico psiquiatra, autor de vários best-sellers, nos diz que: "o suicida não quer se matar, mas quer matar a dor."
       Então, se a definição de sucesso fosse tão superficial como a divulgada, seria mais fácil consegui-la, bastaria entrar no "padrão" premeditado pela mídia, seria suficiente comermos toda "comida enlatada de informações" que nos oferece e seriamos felizes, bem sucedidos, tal como nos "contos de fadas".
         Contudo, a realidade é bem diferente, vemos pessoas lutando para se encaixar numa sociedade cada vez mais exigente, onde você precisa preencher muitos requisitos para ser aceito e bem visto. Enquanto isso, muitas das pessoas que se encaixam em muitos dos parâmetros de "sucesso", que o mundo classifica, estão sofrendo de uma dor existencial tão grande que não conseguem lidar com ela ao ponto de preferirem dar fim a sua própria existência.
        Há um grande sentimento de frustração em quem acha que o dinheiro é sucesso, porque ele tenta comprar sua felicidade, mas tudo o que consegue é amplificar o tamanha de suas mazelas interiores, e nunca conseguirá adquirir o que realmente precisa com recursos financeiros. Novamente, cito o Dr. Agusto Cury que nos alerta que:  "O dinheiro pode nos dar conforto e segurança, mas ele não compra uma vida feliz. "O dinheiro compra a cama, mas não o descanso. Compra  bajuladores, mas não amigos. Compra presentes para uma mulher, mas  não o seu amor. Compra o bilhete da festa, mas não a alegria. Paga a  mensalidade da escola, mas não produz a arte de pensar.  Você precisa conquistar aquilo que o dinheiro não compra. Caso contrário, será um miserável, ainda que seja um milionário."
        Até mesmo no meio evangélico, vejo pessoas referindo-se a palavra abençoado, como aquele que conquistou determinado bem, atingiu determinado status, conseguiu mudar seu estado civil, ganhou uma causa na justiça, mas na palavra de Deus o sentido é outro! Gosto muito de uma frase que aprendi, na igreja em que congrego, que acredito que traduza bem o real sentido dela, segundo o evangelho: "ABENÇOADO NÃO É AQUELE QUE TEM, mas SIM AQUELE QUE É!"
        O ser precisa ser mais preponderante do que o ter e não o inverso. Do contrario, me desculpe a comparação, mas seremos como "cachorros" correndo atrás de cada carro que passa na rua com a placa "me siga e seja feliz".
       A felicidade, o sucesso, está em se aceitar, em se amar, em mergulhar no conhecimento de si mesmo e desvendar os mistérios de sua própria existência. É descobrir que o seu valor transcende ao que os olhos alheios conseguem perceber e ser livre para percorrer seu caminho sem depender de lábios lisonjeiros para se sentir especial. Felicidade é descobrir que não existe ninguém igual a você, pois Deus lhe fez único(a), e já lhe capacitou para cada adversidade que encontrará no caminho.
       Pessoas felizes são abertas a criticas, porque querem crescer, mas pessoas infelizes são sensíveis e só querem ouvir o que lhes agrada. Pessoas felizes sabem que são escritoras de sua própria história, mas pessoas infelizes procuram culpados para suas frustrações. Pessoas felizes se alegram com a vitória dos demais, mas os infelizes se deprimem com cada conquista que não seja a sua. Pessoas felizes contribuem para que outros sejam bem sucedidos, mas os infelizes querem construir "seu sucesso", a qualquer preço, ainda que tenham que "passar por cima" dos que os cercam.
       O sucesso só é sucesso, quando é inclusivo, quando não semeia dores, quando compartilha ao invés de gerar divisão...Ninguém é bem sucedido sozinho! Precisamos compreender que somos seres intersociais, não fomos feitos para viver ilhados, girando em torno, apenas, de nossas próprias necessidades e anseios. A sabedoria, o amor, nos leva a sermos construtores de pontes que nos unem ao nosso semelhante, ao invés de muros que nos dividem. "Construímos muros demais e pontes de menos." (Isaac Newton)
Talvez, por isso, a Bíblia nos fala para nos alegrarmos com quem se alegra e chorar com quem chora (romanos 12.15), mas hoje o que mais vemos é a inversão do que esse versículo nos conclama a fazer. Muitos tem escolhido trilhar o caminho destrutivo da inveja que, segunda a palavra de Deus, em Provérbios 14.30: "O sentimento sadio é vida para o corpo, mas a inveja é podridão para os ossos." O osso é o estágio mais avançado de decomposição humana, a bíblia nos adverte que a inveja tem o poder de nos conduzir ao nível mais profundo de deterioração de nossa essência.

      Quando aprendemos a encontrar alegria além de nossa solidão, quando conseguimos nos alegrar com a felicidade do outro, quando não nos incomodamos com o brilho da luz do que está ao nosso lado, mas o ajudamos a brilhar ainda mais, então as nossas luzes unidas iluminam com mais força o ambiente onde estamos.
         Já pensou que a cruz, em si, tenha algo a lhe ensinar? Ela possui uma madeira na vertical e outra na horizontal, correto? Não tem como viver uma vida cristã somente na vertical (relacionamento com Deus) se não aprendermos a horizontal (a nos relacionarmos, sadiamente, com os nossos irmãos).
         Em 1João 4:20 nos adverte: "Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?"  Falta-nos a compreensão de que irmão não é somente aquele que professa a mesma fé que a nossa, na realidade, somos todos irmãos: todos filhos da mesma família: A humana! E deveríamos nos relacionar com fraternidade, cordialidade, tolerância com nossas diferenças...Sem rótulos, sem discriminações!
         Deveríamos aprender com o Cristo que sentou na mesa de Zaqueu (o corrupto) e lhe deu a chance de um recomeço. Aprender com o Cristo que estendeu a mão para Maria Madalena (a prostituta) e a tratou como uma princesa de seu Reino de amor. Deveríamos aprender com Jesus que selecionou homens temperamentais, conturbados, com as histórias mais improváveis de sucesso e lhes deu a oportunidade de serem seus discípulos, transformando a história da vida deles, dando-lhes a oportunidade de ter uma vida bem sucedida dentro dos parâmetros do evangelho.
         Jesus nos ensina que para amarmos as pessoas, precisamos perder o olhar rotulador, intimidador, interesseiro...Isso só é possível quando entendemos que o ser humano é um universo desconhecido e vale muito mais a pena desvendar seus mistérios do que qualquer bem que possa existir no mundo.
         Cada  pessoa tem um valor que transcende sua aparência, sua conta bancária, suas crenças, suas cores, seus valores, seus erros e acertos ao longo da vida...
         É incongruente, nós, seres tão imperfeitos, tão repletos de limitações, tão controversos, nos colocarmos em "pedestais de superioridade", sendo incapaz de ouvir o próximo com tolerância, oferecendo exigências que o desestimula a compartilhar sua intimidade conosco. É lamentável que ofereçamos mais o dedo indicativo do que o ombro amigo...Que nos sintamos no direito de rejeitar, rotular, discriminar, pessoas a quem Jesus amou ao ponto de dar sua vida!
         Quando a felicidade do outro também for a nossa, quando trabalharmos pelo bem do nosso próximo como se fosse o nosso próprio bem, quando aceitarmos as pessoas como são sem tentar transforma-las em nossa imagem e semelhança, quando a valorizarmos e aprendermos as motivar por cada batalha vencida ao invés de culpá-las por, ainda, não terem vencido a guerra...Então, teremos amadurecido, passado de fase, interrompido o nosso ciclo de giro em torno da órbita de nosso umbigo, teremos nos tornado mais parecidos com Cristo e trilharemos uma caminhada com muito mais do verdadeiro sucesso, da abundante graça, da incomparável luz, e da excelsa paz!
(Grande beijo fraterno no coração de vocês, que Deus os abençoe!)
Autora: Deyse L.S.Patoleia