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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Qual papel você ocupa no tribunal da vida?



"Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz.
Há só um legislador que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?"
Tiago 4:11,12

"E disse-lhes: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações, porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação." 
Lucas 16:15

"Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão." Lucas 6:42


Muitas vezes, nos achamos no "direito de julgar" as pessoas, ainda que secretamente. Ouvimos as palavras, vemos as atitudes, somos tomados por um sentimento de "justiça própria", cedemos a ira, e nos posicionamos como juízes que acreditam saber o que se passa no coração dos demais; Mas direito de julgar só quem tem é Deus, quem somos nós para ter tamanha presunção? Somos cheios de defeitos, cheios de imperfeições, que também estão sendo trabalhadas pelas mãos do Mestre do Amor. 
Mas o que acontece é que, em algumas ocasiões, consideramos nossa realidade tão dura que tentamos "fugir para o mundo do outro". Não estamos conseguindo superar nossas mazelas interiores, ou deixamos de nos ver pelo "espelho da humildade", e focamos nos defeitos, nas palavras mal ditas, nas atitudes falhas dos demais...Como se o outro tivesse o poder de mudar o rumo de nossas histórias. Na verdade, nós somos os escritores, se alguém tem conduzido a "pena" que  nos foi confiada pelo Autor da vida, então fomos nós que permitimos.

Precisamos focar no que nos falta, em nossas falhas, em nossos erros, para que possamos aprender com eles, ao invés de nos voltarmos para a vida dos demais, apontando nosso "pensamento acusador." Não foi para isso que fomos chamados. Deus não nos chamou para sermos juízes, mas para sermos despenseiros da graça, essa mesma graça que nos alcançou e nos mantém vivos.
"Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus." 1 Pedro 4:10
Temos que ter o discernimento, vindo de Deus, para sabermos com quem estamos lidando, para até mesmo não criar expectativas desmedidas. Ver as pessoas como são nos dá a dimensão do que podemos esperar delas, sem idealizações que conduzirão nossos corações às desilusões. Porém, todas as pessoas tem pontos positivos e negativos, então nós é que escolhemos onde vamos FOCAR NOSSO OLHAR.
A parte no outro onde escolhemos focar o nosso olhar é exatamente onde seremos canal para ajudarmos a desenvolver, compreende? Alguém que só critica e aponta os defeitos das pessoas, as sufoca e as torna menos motivadas a serem melhores, uma vez que acham que suas virtudes não são enxergadas. Mas quando nos portamos como aqueles que elogiam, que estimulam, que encorajam, as qualidades dos demais, então estaremos sendo canais de Deus para que essas pessoas tenham mais animo para chegar mais longe...E, inclusive, quando tivermos uma "critica construtiva", ela será mais bem aceita, caso não nos portemos como juízes, mas como auxiliadores do crescimento do outro, sabendo que não somos melhores, mas apenas temos uma visão diferente que desejamos partilhar.
Por vezes, uma situação que nos estimula a assumir a posição de juiz é quando ouvimos palavras que penetram o nosso coração como uma espada e permitimos que isso nos ofenda. Uma vez ofendidos, desejamos ser o juiz, o promotor e, até mesmo, o carrasco que aplica a sentença, não é verdade?  Com nosso entendimento inebriado pela ira, pelo sentimento de desvalorização, julgamos a motivação das palavras que ouvimos, sem considerar que, muitas vezes, tais palavras podem não terem sido formuladas com maldade, com a intenção de ferir. Por vezes, o que lemos como "ofensas" foram só a expressões mal formuladas de "pessoas toscas" ou simples erros de comunicação. Um objeto tosco fere se não soubermos lidar com ele, mas nem por isso devemos descarta-lo, com o tratamento certo, ele poderá virar uma obra prima! Assim, também, são as pessoas, algumas são doces, outras mais secas, mas não é porque alguém não tem a fala mansa e um jeito carinhoso de ser, que esse alguém não nos ama, não nos quer bem.
Por vezes, as palavras são ditas com a intenção de massacrar o ego do outro, mas nesse caso, como já li uma frase: "ofensa é veneno. Veneno só faz mal se você engolir." O ato de ofender-se com muita facilidade mostra nossa ausência de conhecimento de nós mesmos. Quando nos conhecemos, então sabemos se o que o outro diz tem haver conosco ou com o estado emocional que se encontra no momento. Pessoas com baixa estima, normalmente, tendem a compartilhar, involuntariamente, palavras que reduzem o potencial dos demais...Cabe a cada um, que as ouve, selecionar o que guarda no coração, lembrando sempre que ninguém dá o que não tem!
Jesus tinha esse olhar dotado de compaixão, de misericórdia, de humildade, diante das limitações dos outros; Ele praticava a tolerância como ninguém jamais conseguiu, não exigia muito dos outros, mas ajudava-os a ir mais longe do que julgavam capazes. Mesmo sendo Deus, Ele escolheu ser um ser humano que tinha a capacidade de se colocar no lugar do outro, enxergar suas falhas, e ainda assim escolher amar, abençoar, ajudar, suprir as necessidades...
Que sejamos como Ele, o maior homem que já pisou na terra, que por ser tão grande se fez tão pequeno por amor a todos nós. Como diz o Dr. Augusto Cury: " Nunca alguém tão grande, se fez tão pequeno, para tornar os pequenos tão grandes."
Quando penso na frase do Dr. Cury, quando medito na majestosa renúncia que Jesus fez, tenho a imagem de um pai, que sendo tão grande, ajoelha-se para ficar na altura de sua criança, para poder escutá-la e ser compreendido melhor por ela, para que ela possa olhar em seus olhos, vendo todo o seu amor e preocupação com sua vida.
Que sejamos como Jesus que olhou para Maria Madalena, para Zaqueu, e não os chamou pelos seus pecados. Ele os tratou como seres humanos especiais que eram. Ele lhes deu a chance do arrependimento. Ofereceu perdão, ao invés de acusação. Deu-lhes a chance de um novo recomeço, no lugar de ruminar o histórico de falhas e derrotas deles...Ele os viu redimidos, viu o valor que possuíam, viu o que tinham de melhor, virtudes que ainda seriam desenvolvidas. Por isso e muitas outras razões, Jesus foi um Mestre inigualável!
Que Deus nos conceda o olhar humano do filho do Grande Juiz que, sendo santo, poderia ter escolhido ser um promotor e nos acusar de nossos muitos defeitos, mas essa "função" coube ao inimigo de nossas almas -  com quem se originou todo pecado. Quanto a Jesus, Ele optou, diante de nossos pecados, por ser o nosso ADVOGADO junto ao PAI. Por sua graça - favor imerecido do Pai - fomos alcançados e Ele nos redimiu, por meio de seu sacrifício no Cruz. Somos perdoados, porque Seu sangue foi vertido em nosso lugar, para nos justificar de nossos pecados e nos dar acesso ao Céu.
"Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo." 1 João 2:1
Não podemos nos posicionar como Juízes, pois o único que pode assumir essa função é Deus. Também não somos bons, justos, santos o suficiente para advogarmos as causas das pessoas e tentar lhes redimir, lhes justificar, mas nós somos as testemunhas que escolhem a quem servir. Se somos cristãos, então, diante das limitações dos demais, precisamos nos posicionar como testemunhas ao dispor do Grande Advogado fiel (JESUS), ao invés de fornecer argumentos para ajudar à promotoria do inferno. Lembrando sempre que também sentamos no "banco dos réus" e, quando somos nós, desejamos que Deus e as pessoas sejam benevolentes e longanimos conosco. Por isso, Cristo nos adverte para não julgarmos e se, ainda assim, contrariarmos essa determinação, então, Ele nos avisa que seremos julgados da mesma maneira com que julgamos nosso próximo.

Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. Mateus 7:1,2

Que pratiquemos o evangelho como na canção, antiga, da Fernando Brum: "se alguém deixou de ser aquilo, que você um dia imaginou, se por motivo certo ou inseguro, não leve a mal, não julgue. Se você tentar, vai ver que é fácil, amar ao seu irmão sem criticá-lo, mesmo que aos olhos seus haja erros, interceda por ele, entregue sua vida a Deus. Deus quer que você e o seu irmão sejam um. Compreendam todas as diferenças e sejam um."
E quer saber de uma coisa? Jesus, há dois mil anos atrás, fez uma oração por nós, os que haviam de crer em seu nome, e sabe o que Ele julgou ser mais importante pedir ao Pai? Sabe o que é necessário para que o mundo creia que Jesus Cristo é o Senhor? Sabe o que mais o inimigo de nossas almas tenta destruir? Para todas essas perguntas, existe uma resposta: nossa unidade!

"E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela tua palavra hão de crer em mim;
Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste." João 17:20,21


O inimigo usa a estratégia mais antiga de guerra, aliás, ele a criou: Dividir para conquistar! Ele joga as pessoas umas contra as outras, seja nas famílias, igrejas, comunidades, Cidades, Países! Afinal, divididos somos mais fracos, mais passivos à sua dominação.

"E, se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode subsistir; Marcos 3:24"

Quando somos contaminados pelo ódio, pelas rivalidades, pelas mágoas, para com os nossos semelhantes, pertencentes a mesma família - a humanidade - lutamos uns contra os outros, esquecendo da real batalha que devemos travar e de quem é o nosso verdadeiro inimigo.

"Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais." Efésios 6:12

Um beijo coração e que Deus nos ajude a ocupar o papel que cabe a nós no Tribunal da Vida!

Autora: Deyse LSP